A EDUCAÇÃO BRASILEIRA NÃO É FREIRIANA, É DEWEYANA:
AS RAÍZES DA ESCOLA NOVA E O PRAGMATISMO NA FORMAÇÃO DO ENSINO NACIONAL (1920-1964)
DOI:
https://doi.org/10.5281/Palavras-chave:
Educação Brasileira; John Dewey; Escola Nova; Paulo Freire., Educação Brasileira, John Dewey, Escola Nova, Paulo FreireResumo
Este artigo propõe uma análise crítica da matriz filosófica predominante na educação brasileira no período que antecede o Golpe de 1964. Argumenta-se que, contrariamente à percepção comum que eleva Paulo Freire à condição de principal fundamento pedagógico do Brasil, a estrutura e o espírito do sistema educacional moderno foram forjados principalmente sob a influência da pedagogia pragmática de John Dewey e do movimento da Escola Nova. Através de uma revisão histórica e bibliográfica, o texto traça a chegada e institucionalização dessas ideias por meio de figuras como Anísio Teixeira, Lourenço Filho e Fernando de Azevedo, demonstrando como elas moldaram a legislação, a formação de professores e a organização escolar. Conclui-se que Paulo Freire, longe de ser um ponto de ruptura, representa uma radicalização político-critica das premissas deweyanas já existentes, e que o legado pragmático desta última permanece como base estrutural da educação nacional, frequentemente em tensão com o ideal freiriano.
PALAVRAS-CHAVE: Educação Brasileira; John Dewey; Escola Nova; Paulo Freire.
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