EDUCAÇÃO TRANSFORMADORA:
UMA JORNADA DE INCLUSÃO PELO INGLÊS EM GOIÁS
DOI:
https://doi.org/10.5281/Palavras-chave:
Globalização., Língua Inglesa., Inclusão Social., Capital Cultural.Resumo
Este relato de experiência tem como objetivo apresentar um papel transformador
da educação como instrumento de inclusão social e atitudinal, por
intermédio do ensino da Língua Inglesa em contextos de vulnerabilidade.
Metodologicamente, o estudo ampara-se na narrativa (auto)biográfica como
dispositivo de pesquisa-formação, conforme os postulados de Isabel Alarcão
sobre o professor reflexivo. O objetivo é converter a experiência docente vivida
em um objeto rigoroso de escrutínio acadêmico. A análise debruça-se
sobre a trajetória de um educador oriundo da periferia de Goiás, desde a aquisição
informal do idioma no núcleo familiar até sua atuação profissional. Para
o embasamento sociológico, mobiliza-se o arcabouço de Pierre Bourdieu,
com ênfase na teoria dos três estados do capital cultural, a fim de descortinar
os mecanismos de reprodução das desigualdades escolares e a manifestação
da violência simbólica. Os resultados evidenciam que a subversão do habitus
linguístico, aliada a uma mediação pedagógica intercultural, possibilita
a ressignificação da aprendizagem. O idioma, historicamente operado como
marcador de exclusão, passa a atuar como um vetor de pertencimento e justiça
social. Conclui-se, portanto, a urgência da aplicação de políticas de acessibilidade
atitudinal na educação pública contemporânea.
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